Questões de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho
180 questões com gabarito e explicação. Página 8 de 9.
Questão 141
Média
A respeito da estabilidade provisória do empregado eleito diretor de cooperativa:
AGoza de estabilidade desde o registro da candidatura até 1 ano após o término do mandato, salvo cometimento de falta grave.
BNão há estabilidade.
CA estabilidade dura todo o mandato apenas.
DA estabilidade é vitalícia.
Gabarito: A) Goza de estabilidade desde o registro da candidatura até 1 ano após o término do mandato, salvo cometimento de falta grave.
Explicação: Art. 55 da Lei 5.764/71 e Súmula 379 do TST (por analogia ao dirigente sindical): o empregado diretor de cooperativa tem estabilidade desde a candidatura até 1 ano após o mandato.
Questão 142
Média
Sobre a competência funcional para julgar mandado de segurança contra ato de juiz do trabalho:
AÉ da própria Vara.
BÉ do STJ.
CÉ do TST.
DÉ do Tribunal Regional do Trabalho a que estiver vinculado o juiz.
Gabarito: D) É do Tribunal Regional do Trabalho a que estiver vinculado o juiz.
Explicação: Compete ao TRT julgar mandado de segurança contra ato de juiz do trabalho a ele vinculado (art. 678 da CLT e competência originária dos Tribunais).
Questão 143
Média
Sobre a representação por advogado e a procuração apud acta no processo do trabalho:
AÉ admitida, podendo o mandato ser conferido verbalmente em audiência, registrando-se na ata.
BÉ vedada.
CExige instrumento público.
DSó vale para o reclamado.
Gabarito: A) É admitida, podendo o mandato ser conferido verbalmente em audiência, registrando-se na ata.
Explicação: Súmula 164 do TST e art. 791 da CLT: admite-se o mandato tácito e a procuração apud acta, conferida verbalmente em audiência e registrada na ata.
Questão 144
Média
Sobre o mandato tácito no processo do trabalho:
ANão é admitido.
BConfigura-se quando o advogado pratica atos no processo, comparecendo às audiências, sem instrumento de procuração nos autos.
CExige procuração por escrito.
DSó vale para substabelecimento.
Gabarito: B) Configura-se quando o advogado pratica atos no processo, comparecendo às audiências, sem instrumento de procuração nos autos.
Explicação: Súmula 164 do TST: o não cumprimento das determinações relativas à procuração não importa inexistência do ato, admitindo-se o mandato tácito, configurado pela atuação do advogado em audiência.
Questão 145
Média
Sobre a hipótese de o reclamante, beneficiário da justiça gratuita, ser condenado em honorários de sucumbência (após decisão do STF na ADI 5766):
AO STF declarou inconstitucional a cobrança automática; a exigibilidade fica suspensa, condicionada à demonstração de superação da insuficiência de recursos.
BDeve pagar os honorários com créditos de outro processo.
CPaga integralmente sempre.
DEstá isento em qualquer caso.
Gabarito: A) O STF declarou inconstitucional a cobrança automática; a exigibilidade fica suspensa, condicionada à demonstração de superação da insuficiência de recursos.
Explicação: O STF, na ADI 5766, declarou inconstitucionais trechos do art. 791-A, §4º, da CLT; a obrigação do beneficiário fica sob condição suspensiva de exigibilidade.
Questão 146
Difícil
Sobre a competência para julgar a relação de trabalho avulso e o respectivo tomador:
AÉ da Justiça do Trabalho, abrangendo as controvérsias entre o trabalhador avulso, o OGMO e os tomadores de serviços.
BÉ da Justiça Comum.
CÉ da Justiça Federal.
DNão há competência definida.
Gabarito: A) É da Justiça do Trabalho, abrangendo as controvérsias entre o trabalhador avulso, o OGMO e os tomadores de serviços.
Explicação: Art. 114, I, da CF: as ações oriundas da relação de trabalho, inclusive do trabalhador avulso, são de competência da Justiça do Trabalho.
Questão 147
Difícil
Sobre a desconsideração no caso de empresas do mesmo grupo econômico, em relação às obrigações trabalhistas:
ACada empresa responde isoladamente apenas.
BNão há responsabilidade entre elas.
CRespondem subsidiariamente apenas.
DAs empresas integrantes de grupo econômico respondem solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
Gabarito: D) As empresas integrantes de grupo econômico respondem solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
Explicação: Art. 2º, §2º, da CLT: as empresas integrantes de grupo econômico são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes da relação de emprego.
Questão 148
Difícil
Empresa celebra acordo coletivo prevendo o pagamento de horas in itinere fixadas em 30 minutos diários, em montante inferior ao tempo real de deslocamento (40 minutos). Após a Reforma Trabalhista, considerando o art. 611-A e a revogação do §2º do art. 58 da CLT, é correto afirmar:
AA cláusula é nula, pois suprime direito indisponível.
BO empregado tem direito ao pagamento integral dos 40 minutos como hora extra.
CA cláusula viola o art. 611-B da CLT.
DA cláusula é válida, pois as horas in itinere deixaram de ser computadas na jornada e a negociação coletiva pode dispor sobre tempo à disposição.
Gabarito: D) A cláusula é válida, pois as horas in itinere deixaram de ser computadas na jornada e a negociação coletiva pode dispor sobre tempo à disposição.
Explicação: Com a revogação do art. 58, §2º, da CLT, as horas in itinere deixaram de ser computadas; o art. 611-A, caput e III, autoriza a negociação coletiva sobre tempo à disposição, sendo válida a cláusula.
Questão 149
Difícil
Em reclamação trabalhista, o reclamado, pessoa jurídica, é citado e não comparece à audiência, mas apresenta defesa escrita por advogado regularmente constituído nos autos antes da audiência. Quanto à revelia, após a Reforma Trabalhista:
ANão se aplicam os efeitos da revelia quando, ausente o reclamado, comparecer advogado munido de procuração, podendo este apresentar defesa.
BAplica-se a revelia e a confissão ficta, independentemente da contestação.
CA revelia é absoluta e insanável.
DO processo deve ser extinto sem mérito.
Gabarito: A) Não se aplicam os efeitos da revelia quando, ausente o reclamado, comparecer advogado munido de procuração, podendo este apresentar defesa.
Explicação: Art. 844, §§4º e 5º, da CLT, com a Reforma: ainda que ausente o reclamado, presente o advogado, serão aceitos a contestação e os documentos, afastando-se a revelia.
Questão 150
Difícil
Determinado empregado, com diploma de nível superior e salário equivalente a três vezes o teto do RGPS, pactua individualmente, por escrito, a adoção de banco de horas anual e a redução do intervalo intrajornada para 30 minutos. Considerando os arts. 444, parágrafo único, e 611-A da CLT:
AAs cláusulas são válidas, pois o empregado hipersuficiente pode pactuar individualmente as matérias do art. 611-A, com a mesma eficácia da negociação coletiva.
BAmbas as cláusulas são nulas, por exigirem norma coletiva.
CApenas o banco de horas é válido.
DAs cláusulas dependem de homologação sindical.
Gabarito: A) As cláusulas são válidas, pois o empregado hipersuficiente pode pactuar individualmente as matérias do art. 611-A, com a mesma eficácia da negociação coletiva.
Explicação: Art. 444, parágrafo único, da CLT: o empregado hipersuficiente (diploma superior e salário ≥ 2x teto do RGPS) pode pactuar individualmente as matérias do art. 611-A, que inclui banco de horas (II) e intervalo intrajornada respeitado o mínimo de 30 min (III).
Questão 151
Difícil
Na execução trabalhista, transitada em julgado a sentença líquida, o exequente é intimado para indicar bens à penhora e permanece inerte por mais de dois anos, apesar de regularmente intimado. Após a Reforma, é correto afirmar:
AA prescrição intercorrente não se aplica ao processo do trabalho.
BA execução prossegue indefinidamente, sendo imprescritível.
CO prazo da prescrição intercorrente é de 5 anos.
DPode ser declarada, inclusive de ofício, a prescrição intercorrente, cujo prazo de 2 anos se inicia quando o exequente deixa de cumprir determinação judicial no curso da execução.
Gabarito: D) Pode ser declarada, inclusive de ofício, a prescrição intercorrente, cujo prazo de 2 anos se inicia quando o exequente deixa de cumprir determinação judicial no curso da execução.
Explicação: Art. 11-A da CLT, com a Reforma: ocorre prescrição intercorrente em 2 anos, contados da inércia do exequente em cumprir determinação judicial, podendo ser declarada de ofício ou a requerimento.
Questão 152
Difícil
Empregada gestante é dispensada sem justa causa durante o contrato de experiência (prazo determinado). Conforme a jurisprudência consolidada do TST:
AA empregada gestante tem direito à estabilidade provisória mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado, inclusive o de experiência.
BNão há estabilidade em contrato por prazo determinado.
CA estabilidade só existe em contratos por prazo indeterminado.
DA estabilidade depende de previsão em norma coletiva.
Gabarito: A) A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado, inclusive o de experiência.
Explicação: Súmula 244, III, do TST: a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado, inclusive o de experiência.
Questão 153
Difícil
Em ação trabalhista, discute-se a validade de cláusula de convenção coletiva que reduziu o intervalo intrajornada de uma hora para trinta minutos em jornada de 8 horas. Considerando o art. 611-A, III, e o art. 611-B da CLT:
AA cláusula é válida, desde que respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a 6 horas, pois o art. 611-A autoriza a redução por norma coletiva.
BA cláusula é nula, pois o intervalo é norma de saúde indisponível.
CA redução só é possível por acordo individual.
DA redução é vedada em qualquer hipótese após a Reforma.
Gabarito: A) A cláusula é válida, desde que respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a 6 horas, pois o art. 611-A autoriza a redução por norma coletiva.
Explicação: Art. 611-A, III, da CLT: a convenção ou acordo coletivo pode reduzir o intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a 6 horas.
Questão 154
Difícil
Trabalhador terceirizado ajuíza reclamação contra a prestadora de serviços e requer a inclusão da tomadora no polo passivo, sustentando responsabilidade. A tomadora é ente público (Administração Direta). Conforme a Súmula 331 do TST e o entendimento do STF (RE 760931):
AA responsabilidade subsidiária do ente público é automática pelo mero inadimplemento.
BA responsabilidade subsidiária do ente público não é automática, dependendo da comprovação de conduta culposa no cumprimento das obrigações de fiscalização do contrato.
CO ente público responde solidariamente sempre.
DO ente público nunca responde, por imunidade.
Gabarito: B) A responsabilidade subsidiária do ente público não é automática, dependendo da comprovação de conduta culposa no cumprimento das obrigações de fiscalização do contrato.
Explicação: Súmula 331, V, do TST e STF (RE 760931, Tema 246): a responsabilidade da Administração Pública não decorre do mero inadimplemento, exigindo prova de culpa in vigilando na fiscalização do contrato.
Questão 155
Difícil
Empregado pleiteia o pagamento de horas extras alegando que exercia função externa, mas com efetivo controle de jornada por meio de aplicativo de geolocalização e metas. O empregador sustenta o enquadramento no art. 62, I, da CLT. Nesse caso:
AO empregado está excluído do controle de jornada por exercer atividade externa.
BO enquadramento no art. 62, I, exige a incompatibilidade com a fixação de horário; havendo efetivo controle, o empregado tem direito às horas extras.
CA geolocalização não serve como prova de controle.
DO art. 62, I, aplica-se a qualquer trabalho externo.
Gabarito: B) O enquadramento no art. 62, I, exige a incompatibilidade com a fixação de horário; havendo efetivo controle, o empregado tem direito às horas extras.
Explicação: Art. 62, I, da CLT: a exclusão alcança apenas o trabalho externo incompatível com controle de horário; comprovado o efetivo controle (geolocalização, metas), afasta-se a exceção e são devidas as horas extras.
Questão 156
Difícil
Em dissídio individual, o TRT manteve a sentença que deferiu adicional de periculosidade. A empresa interpõe recurso de revista alegando má aplicação da lei e divergência jurisprudencial com outro TRT. Considerando o art. 896, §1º-A, da CLT (após a Reforma):
ABasta alegar a violação para o conhecimento do recurso.
BO prequestionamento é dispensável.
CÉ ônus da parte indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento, sob pena de não conhecimento do recurso de revista.
DO recurso de revista admite reexame de fatos e provas.
Gabarito: C) É ônus da parte indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento, sob pena de não conhecimento do recurso de revista.
Explicação: Art. 896, §1º-A, I, da CLT: é ônus da parte, sob pena de não conhecimento, indicar o trecho da decisão recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia.
Questão 157
Difícil
Empregado é contratado por empresa 'A' e, posteriormente, parte das atividades é transferida para a empresa 'B' do mesmo grupo, sem solução de continuidade na prestação dos serviços. Discute-se a responsabilidade pelas verbas. Considerando os arts. 2º, §2º, e 10-A da CLT:
AApenas a empresa 'A' responde pelas verbas.
BO sócio retirante nunca responde.
CAs empresas do grupo respondem solidariamente; o sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações relativas ao período em que figurou como sócio, observada a ordem de preferência legal.
DAs empresas respondem apenas subsidiariamente.
Gabarito: C) As empresas do grupo respondem solidariamente; o sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações relativas ao período em que figurou como sócio, observada a ordem de preferência legal.
Explicação: Art. 2º, §2º (solidariedade do grupo) e art. 10-A da CLT: o sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações do período em que foi sócio, observada a ordem: empresa devedora, sócios atuais e sócios retirantes.
Questão 158
Difícil
Empregado afastado pelo INSS em razão de auxílio-doença comum tem o contrato suspenso. Durante a suspensão, é dispensado sem justa causa pelo empregador. Quanto à validade da dispensa:
AA dispensa é válida e produz efeitos imediatos.
BO empregado adquire estabilidade decenal.
CA dispensa converte-se automaticamente em justa causa.
DA dispensa durante a suspensão do contrato, em regra, não produz efeitos enquanto perdurar o afastamento previdenciário, retomando-se a contagem dos prazos após a alta.
Gabarito: D) A dispensa durante a suspensão do contrato, em regra, não produz efeitos enquanto perdurar o afastamento previdenciário, retomando-se a contagem dos prazos após a alta.
Explicação: Durante a suspensão do contrato pelo auxílio-doença, os efeitos da dispensa ficam obstados; a rescisão só se aperfeiçoa após a cessação do benefício e a alta, salvo nas hipóteses de estabilidade acidentária.
Questão 159
Difícil
Em reclamação trabalhista no rito sumaríssimo, a parte pretende juntar prova pericial complexa e arrolar cinco testemunhas. Considerando os arts. 852-A a 852-H da CLT:
AO rito sumaríssimo admite até 5 testemunhas e perícia ampla.
BO rito sumaríssimo admite número ilimitado de testemunhas.
CO rito sumaríssimo não admite prova pericial em hipótese alguma.
DNo rito sumaríssimo, cada parte pode arrolar até 2 testemunhas e a prova pericial só será produzida quando o exame do fato controvertido depender de conhecimento especial de técnico.
Gabarito: D) No rito sumaríssimo, cada parte pode arrolar até 2 testemunhas e a prova pericial só será produzida quando o exame do fato controvertido depender de conhecimento especial de técnico.
Explicação: Art. 852-H, §§2º e 4º, da CLT: no rito sumaríssimo cada parte pode trazer até 2 testemunhas; a prova técnica só é deferida quando o fato depender de conhecimento especial de perito.
Questão 160
Difícil
Empregador celebra acordo de compensação de jornada por acordo individual tácito. Posteriormente, o empregado, em atividade insalubre, questiona a validade. Considerando o art. 60 da CLT e a jurisprudência:
AO acordo tácito é sempre válido.
BA insalubridade não interfere na compensação.
CO regime de compensação em atividade insalubre exige, em regra, licença prévia da autoridade competente, salvo a hipótese da jornada 12x36 prevista no art. 60, parágrafo único; o acordo meramente tácito não atende à exigência de forma escrita.
DA compensação é vedada em qualquer atividade insalubre, sem exceção.
Gabarito: C) O regime de compensação em atividade insalubre exige, em regra, licença prévia da autoridade competente, salvo a hipótese da jornada 12x36 prevista no art. 60, parágrafo único; o acordo meramente tácito não atende à exigência de forma escrita.
Explicação: Art. 60 da CLT e Súmula 85 do TST: em atividade insalubre a prorrogação/compensação exige licença prévia, ressalvada a jornada 12x36 (parágrafo único); a compensação requer ajuste escrito, individual ou coletivo.
Sobre o conteúdo
Questões originais de prática alinhadas ao edital da 1ª fase do Exame de Ordem (FGV/OAB). Não são questões oficiais. Material de estudo educacional — verifique sempre a legislação vigente.