180 questões com gabarito e explicação. Página 2 de 9.
Questão 21
Média
A condição suspensiva ilícita, ou de fazer coisa ilícita, no negócio jurídico:
AConsidera-se não escrita
BÉ válida e produz efeitos
CInvalida o negócio jurídico a que é aposta
DConverte-se em termo
Gabarito: C) Invalida o negócio jurídico a que é aposta
Explicação: Art. 123, II, CC: invalidam os negócios as condições ilícitas ou de fazer coisa ilícita; distingue-se das impossíveis resolutivas que se têm por inexistentes.
Questão 22
Fácil
O termo inicial (dies a quo) no negócio jurídico:
ASuspende a aquisição e o exercício do direito
BEquivale à condição resolutiva
CExtingue o direito
DSuspende o exercício, mas não a aquisição do direito
Gabarito: D) Suspende o exercício, mas não a aquisição do direito
Explicação: Art. 131, CC: o termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.
Questão 23
Fácil
O encargo (modo) aposto a uma liberalidade:
ANão suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo se imposto como condição suspensiva
BSuspende a aquisição e o exercício do direito
CInvalida o negócio
DTransforma a doação em compra e venda
Gabarito: A) Não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo se imposto como condição suspensiva
Explicação: Art. 136, CC: o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto como condição suspensiva.
Questão 24
Fácil
É defeito do negócio jurídico que enseja anulabilidade:
AA simulação
BA ilicitude do objeto
CO erro substancial
DA incapacidade absoluta do agente
Gabarito: C) O erro substancial
Explicação: Art. 138 e 171, CC: o erro substancial enseja anulabilidade; a simulação gera nulidade (art. 167).
Questão 25
Fácil
Antônio vendeu a Bruno um quadro, ambos acreditando tratar-se de obra de pintor famoso, o que não era verdade. Trata-se de:
ADolo
BCoação
CErro substancial sobre a qualidade essencial do objeto
DEstado de perigo
Gabarito: C) Erro substancial sobre a qualidade essencial do objeto
Explicação: Art. 139, I, CC: o erro é substancial quando interessa à natureza do negócio, ao objeto principal ou a alguma das qualidades a ele essenciais.
Questão 26
Fácil
O dolo acidental, segundo o Código Civil:
AAnula o negócio jurídico
BGera nulidade absoluta
CTorna o negócio inexistente
DSó obriga à satisfação das perdas e danos
Gabarito: D) Só obriga à satisfação das perdas e danos
Explicação: Art. 146, CC: o dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo.
Questão 27
Média
A coação, para viciar a declaração de vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente. Não se considera coação:
AA ameaça de mal injusto e grave
BA ameaça aos bens do coato
CA ameaça à pessoa da família
DA ameaça do exercício normal de um direito
Gabarito: D) A ameaça do exercício normal de um direito
Explicação: Art. 153, CC: não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial.
Questão 28
Média
João, premido de necessidade de salvar-se, assumiu obrigação excessivamente onerosa, conhecida da outra parte. Configura-se:
ALesão
BEstado de perigo
CDolo
DFraude contra credores
Gabarito: B) Estado de perigo
Explicação: Art. 156, CC: estado de perigo ocorre quando alguém, premido da necessidade de salvar-se de grave dano, assume obrigação excessivamente onerosa.
Questão 29
Média
Ocorre lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. Quanto a esse vício:
ANão admite correção e o negócio é sempre anulado
BExige dolo da parte beneficiada
CGera nulidade absoluta insanável
DÉ admitida a revisão se for oferecido suplemento suficiente ou reduzida a prestação
Gabarito: D) É admitida a revisão se for oferecido suplemento suficiente ou reduzida a prestação
Explicação: Art. 157, §2º, CC: não se decretará a anulação por lesão se for oferecido suplemento suficiente ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito.
Questão 30
Média
A fraude contra credores, no negócio de transmissão gratuita de bens por devedor insolvente, gera:
ANulidade absoluta
BIneficácia automática independente de ação
CInexistência do ato
DAnulabilidade, por meio da ação pauliana
Gabarito: D) Anulabilidade, por meio da ação pauliana
Explicação: Art. 158 e 171, II, CC: os negócios em fraude contra credores são anuláveis por ação pauliana movida pelos credores quirografários.
Questão 31
Fácil
A simulação, no Código Civil de 2002, acarreta:
ANulidade do negócio jurídico simulado
BAnulabilidade do negócio
CMera ineficácia
DConversão em negócio válido
Gabarito: A) Nulidade do negócio jurídico simulado
Explicação: Art. 167, CC: é nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou se válido for na substância e na forma.
Questão 32
Fácil
É nulo o negócio jurídico quando:
AFor praticado mediante erro
BO motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito
CResultar de dolo acidental
DHouver lesão
Gabarito: B) O motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito
Explicação: Art. 166, III, CC: é nulo o negócio quando o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.
Questão 33
Fácil
Quanto aos prazos, a prescrição:
AAtinge o próprio direito
BCorre contra os absolutamente incapazes
CNão pode ser interrompida
DAtinge a pretensão, extinguindo a exigibilidade pela via judicial
Gabarito: D) Atinge a pretensão, extinguindo a exigibilidade pela via judicial
Explicação: Art. 189, CC: violado o direito, nasce a pretensão, que se extingue pela prescrição; não corre contra absolutamente incapazes (art. 198, I).
Questão 34
Fácil
A decadência convencional, diferentemente da legal:
APode ser reconhecida de ofício pelo juiz
BNão pode ser alegada pela parte
CPode ser renunciada pela parte a quem aproveita
DSuspende-se nas mesmas hipóteses da prescrição
Gabarito: C) Pode ser renunciada pela parte a quem aproveita
Explicação: Art. 209 e 211, CC: a decadência legal não pode ser renunciada nem afastada de ofício; a convencional pode ser renunciada e deve ser alegada pela parte.
Questão 35
Média
Sobre prescrição e decadência, assinale a correta:
AO prazo prescricional geral, à falta de previsão específica, é de dez anos
BA prescrição pode ser alegada apenas em primeira instância
CA decadência legal pode ser renunciada
DA prescrição não pode ser interrompida por ato do credor
Gabarito: A) O prazo prescricional geral, à falta de previsão específica, é de dez anos
Explicação: Art. 205, CC: a prescrição ocorre em dez anos quando a lei não lhe haja fixado prazo menor; a decadência legal não se renuncia (art. 209).
Questão 36
Fácil
Na obrigação de dar coisa certa, antes da tradição, o caso fortuito que acarreta a perda da coisa, sem culpa do devedor:
AObriga o devedor a indenizar
BMantém o credor obrigado a pagar o preço
CResolve a obrigação para ambas as partes
DTransfere o risco ao credor
Gabarito: C) Resolve a obrigação para ambas as partes
Explicação: Art. 234, CC: se a coisa se perder sem culpa do devedor antes da tradição, resolve-se a obrigação para ambas as partes.
Questão 37
Fácil
Na obrigação de dar coisa certa, ocorrendo deterioração sem culpa do devedor, poderá o credor:
AExigir somente o equivalente em perdas e danos
BResolver a obrigação ou aceitar a coisa no estado, com abatimento do preço
CExigir o cumprimento integral sem abatimento
DReter a coisa sem qualquer providência
Gabarito: B) Resolver a obrigação ou aceitar a coisa no estado, com abatimento do preço
Explicação: Art. 235, CC: deteriorada a coisa sem culpa do devedor, pode o credor resolver a obrigação ou aceitá-la no estado, abatido o preço.
Questão 38
Fácil
A obrigação de fazer infungível (personalíssima), não cumprida pelo devedor por culpa sua:
APode ser executada por terceiro à custa do devedor
BConverte-se em perdas e danos
CExtingue-se sem qualquer consequência
DTransfere-se aos herdeiros obrigatoriamente
Gabarito: B) Converte-se em perdas e danos
Explicação: Art. 247, CC: incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação só por ele exequível.
Questão 39
Fácil
Na obrigação alternativa, a escolha cabe, em regra:
ASempre ao credor
BAo juiz
CA um terceiro obrigatoriamente
DAo devedor, se outra coisa não se estipulou
Gabarito: D) Ao devedor, se outra coisa não se estipulou
Explicação: Art. 252, CC: nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou.
Questão 40
Média
Na obrigação divisível com pluralidade de devedores, presume-se:
AA obrigação dividida em tantas obrigações iguais e distintas quantos os devedores
BSolidariedade entre os devedores
CQue cada devedor responde pelo todo
DIndivisibilidade automática
Gabarito: A) A obrigação dividida em tantas obrigações iguais e distintas quantos os devedores
Explicação: Art. 257, CC: havendo mais de um devedor ou credor em obrigação divisível, presume-se dividida em tantas obrigações iguais e distintas quantos os credores ou devedores.
Sobre o conteúdo
Questões originais de prática alinhadas ao edital da 1ª fase do Exame de Ordem (FGV/OAB). Não são questões oficiais. Material de estudo educacional — verifique sempre a legislação vigente.